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Os ingleses Iain Percy e Andrew Simpson, que já lideravam a competição, venceram nesta terça-feira a Regata Gol Linhas Aéreas e estão bem perto do título do Campeonato Mundial de Star, que terá a quinta e penúltima prova disputada nesta quarta-feira em raia montada fora da Baía de Guanabara. Os atuais campeões olímpicos, que somam apenas 16 pontos perdidos, dominaram a regata de 10,5 milhas náuticas (cerca de 19,4 km). Com o aumento da velocidade dos ventos durante a prova, que começou com 6 nós e terminou com rajadas de 12 nós, rumo Leste e Nordeste, os brasileiros foram bem melhor do que nas duas regatas anteriores. André Mirsky e Marcelo Jordão, por exemplo, chegaram em terceiro lugar, duas posições à frente de Robert Scheidt e Bruno Prada. Torben Grael e Marcelo Ferreira completaram em sétimo, com Lars Grael e Ronald Seifert em décimo e Alan Adler e Guilherme de Almeida em 13º. Na classificação geral, o Brasil tem três duplas entre as dez primeiras: Alan e Guilherme mantêm o segundo lugar, enquanto Torben e Marcelo estão em nono e André e Jordão ocupam a décima colocação. Todos os atletas são unânimes em apontar Percy e Simpson como virtuais campeões, embora o descarte do pior resultado só comece a vigorar a partir da quinta regata. As maiores ameaças para os ingleses são os suíços Flavio Marazzi e Enrico De Maria, que estão em quarto lugar no geral, com 41 pontos perdidos, mas tem um péssimo resultado para descartar (30º). Bem que eu queria estar com o título nas mãos, mas ainda faltam duas regatas, lembrou Percy com uma fisionomia séria e chinelos com bandeiras do Brasil nos pés. Nós não precisamos mais brigar por vitórias. Só precisamos ficar entre os dez para garantir o nosso objetivo. Percy, que não disputou o Europeu e o Mundial do ano passado, garante não ter segredo para o bom desempenho. É muito bom largar na frente e pegar só vento limpo. Outra coisa, a gente não tem preferência de vento. Andamos do mesmo jeito no fraco como no forte. Alan Adler lamentou a falta de um pouco mais de velocidade de seu barco. Estivemos em alguns momentos muito próximos dos ingleses, mas não conseguimos acompanhá-los, principalmente no bordo pela direita. O objetivo era chegar à primeira boia entre os três primeiros, comentou o vice-líder do Mundial. As regatas têm sido decididas no primeiro contravento e a flotilha veleja sempre pela esquerda. Por isso, acho sem graça e previsível competir fora da Baía de Guanabara. Barco velho - André Mirsky, que disputar a Classe Star há pouco mais de um ano - sempre velejou de Oceano -, comemorou bastante o terceiro lugar. Começamos um pouco sem confiança, mas já conseguimos dois excelentes resultados que foi um sexto e este terceiro, disse o velejador carioca, comandante do Neptunus X. Comprei um barco novinho e estava louco para estreá-lo no Mundial, mas meu técnico (um polonês que mora em Miami) não deixou usá-lo. Estamos com um modelo italiano 2004. Isso nos deixou um pouco frustrados no início. Robert Scheidt mostrou recuperação no torneio, depois de ter ficado em 50º lugar nesta segunda-feira. Mexi um pouco nos ajustes do barco, principalmente nos estais (cabos) da cruzeta do mastro, comentou. Acho que ganhamos um pouco de velocidade. O importante é largar bem e pegar vento limpo pela frente como ocorreu nesta regata. A terça-feira foi de muito sol e calor de 38 graus no Rio de Janeiro. A raia foi montada novamente entre a ilha do Pai e da Mãe, próximo a Niterói, até a ponto do Leme, no Rio. Desta vez, a flotilha só precisou de uma largada, ao contrário dos outros três dias. A previsão é de mais calor ainda nesta quarta e de mais ventos. A quinta e penúltima regata da competição, que tem sede no Iate Clube do Rio de Janeiro, é denominada Governo do Estado - Cidade do Rio de Janeiro por causa do feriado pelo dia do padroeiro da cidade, São Sebastião. Regatas só fora da Baía de Guanabara - Em reunião realizada pelos líderes da Classe Star, no Iate Clube do Rio de Janeiro, foi decidido que mais nenhuma regata será disputada dentro da Baía de Guanabara até o final do Campeonato Mundial. Assim como foi feito na primeira prova, havia o pedido dos organizadores do evento de fazer outra regata perto da orla, caso alguma prova fosse cancelada. Ela seria realizada na sexta-feira, primeiro dia reserva. Mesmo não podendo mais usar a Baía, Ricardo Ermel, da diretoria de vela do ICRJ, faz questão de agradecer à Capitania dos Portos, ao Porto do Rio e às Barcas S/A. Todos já estavam se mobilizando para a possibilidade de fazer outra regata na Baía e gostaria de agradecer o empenho de todos. A logística exigida é muito grande, como o fechamento do Porto e a alteração de uma rota da travessia de barcas Rio-Niterói. Classificação da quarta regata 1- Iain Percy / Andrew Simpson (ING) - 1 ponto perdido 2- Rick Merriman / Phil Trinter (EUA) - 2 3- André Mirsky / Marcelo Jordão (BRA) - 3 4- Flavio Marazzi / Enrico De Maria (SUI) - 4 5- Robert Scheidt / Bruno Prada (BRA) - 5 6- Diego Negri / Fernando Colaninno (ITA) - 6 7- Torben Grael / Marcelo Ferreira (BRA) - 7 8 - Johannes Babendererde /Timo Jacobs (ALE) - 8 9- Max Treacy / Anthony Shanks (IRL) - 9 10- Lars Grael / Ronaldo Seifert (BRA) - 10 Classificação geral - após quatro regatas 1- Iain Percy / Andrew Simpson (ING) - 16 (2+11+2+1) 2- Alan Adler / Guilherme de Almeida (BRA) - 35 (6+5+11+13) 3- Eivind Melleby / Petter Pedersen (NOR) - 39 (9+10+4+16) 4- Flavio Marazzi / Enrico De Maria (SUI) - 41 (30+1+6+4) 5- Diego Negri / Fernando Colaninno (ITA) - 52 (23+18+5+6) 6- Ross MacDonald (EUA) / André Lekszycki (BRA) - 52 (10+13+14+15) 7- Fredrik Loof / John Tillander (SUE) - 54 (8+9+18+19) 8- Johannes Babendererde /Timo Jacobs (ALE) - 56 (1+8+39+8) 9- Torben Grael / Marcelo Ferreira (BRA) - 58 (5+25+21+7) 10- André Mirsky / Marcelo Jordão (BRA) - 64 (33+6+22+3) O Campeonato Mundial da Classe Star conta com o patrocínio da Banco do Brasil, Transpetro, Governo Federal, Gol Linhas Aéreas, Santa Constanza, Wollner e Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Lazer do Rio de Janeiro e tem organização do Iate Clube do Rio de Janeiro, da International Star Class Yacht Racing Association (ISCYRA), da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) e da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro (FEVERJ). |